Reta final: Riedel conta dias, Fábio assume papel de antagonista e Catan e Renato o de ‘injustiçados’

Após debate, candidatos têm quatro dias para mudar jogo e prorrogarem eleição ‘sem grandes emoções’.

Os candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul têm quatro dias para convencer o eleitor de que são os mais preparados para assumirem o comando do Estado nos próximos quatro anos. Nesta terça-feira, aconteceu o último debate, que costuma ser decisivo para o resultado da eleição no Estado.

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O debate em si fez mais sucesso pelas ausências do que pelo confronto. A TV Morena barrou candidatos que não têm representatividade no Congresso, o que provocou protestos. Renato Gomes (DC) usou um microfone para protestar, alegando interferência do governo na decisão.

Com uma decisão nacional em mãos, João Henrique Catan (Novo) compareceu ao debate. Ele conversou com a diretoria da TV para tentar participar, mas ouviu que não seria possível.

Do lado de dentro, o protagonismo ficou com o atual governador, Eduardo Riedel (PP) e Fábio Trad (PT). Eles abriram o debate com uma pergunta de Fábio sobre corrupção. Os dois trocaram acusações, em um dos raros momentos de embates que transformaram os debates em um clássico decisivo para os eleitores.

De um lado, Fábio falando da ineficiência do governo; do outro, Riedel afirmando que o adversário não tem proposta e só sabe atacar. Delcídio do Amaral (PRD) também esteve presente e serviu de apoio para Riedel no debate de propostas, sem críticas ou contestações de resultado. O ex-senador cumpriu o papel.

Fábio e Lucien Rezende (PSOL), que se estranharam e trocaram acusações no debate passado, desta vez adotaram um tom mais conciliador, tocando em pontos convergentes, como a defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Reta Final

Pesquisas divulgadas até o momento apontam possibilidade de vitória de Eduardo Riedel no primeiro turno. No grupo do atual governador, o clima é de contagem regressiva, com medo da famosa frase de que “em eleição um dia vale por dez”.

Nos anos anteriores, o debate final acontecia na quinta ou sexta. Neste ano, os candidatos ganharam mais dois dias para tentar marcar posição e utilizar os próprios vídeos do confronto na campanha. Para quem não foi tão bem,  é um tempo a mais para arrumar algum estrago.

Enquanto a campanha de Riedel conta os dias, os adversários apostam em eleição em dois turnos. Fábio Trad espera que o antagonismo assumido no debate, pela ausência de dois candidatos que faziam críticas contundentes à atual gestão,  garanta mais votos. Hoje, ele conta, além do próprio voto, com o crescimento dos demais adversários de Riedel, para tentar assegurar um segundo turno.

Do limão, uma limonada

Os candidatos João Henrique Catan e Economista Renato Gomes tentam utilizar o veto no debate para marcar posição. Os dois não tiveram tempo na propaganda e nem dinheiro público para a campanha, o que impõe dificuldade.

João Henrique, por exemplo, está percorrendo a Capital com um microfone nas mãos, reclamando por não ter participado do debate. Ele promete não voltar para casa até domingo, quando afirma que estará no segundo turno da eleição.

Sem debates, a emoção deve ficar nas pesquisas que serão divulgadas na reta final, ainda que muitos concorrentes afirmem que “são compradas”. Por enquanto, a eleição é marcada pela apatia, já identificada na eleição de 2024. O eleitor está cada vez mais afastado da política, decepcionado principalmente pela eleição nacional, onde faltam projetos e sobram escândalos.

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