Saiba quem são e como atuavam os 25 alvos da Operação Pix Sujo

A justiça autorizou, além da prisão e afastamento, 25 mandados de busca e apreensão na Operação Dirty Pix (pix sujo), do Gecoc.

Siga o INVESTIGAMS nas redes sociais:

 INSTAGRAM, FACEBOOK e THREADS

A lista inclui diversos nomes conhecidos que, segundo o Gecoc, integraram em algum momento uma organização criminosa que se formou no Município de Sidrolândia.

Os promotores justificaram que as buscas eram necessárias porque parte significativa dos fatos investigados continua produzindo efeitos administrativos.

“Os convênios permanecem submetidos à análise dos órgãos de controle, as prestações de contas ainda estão em andamento, novos documentos continuam sendo produzidos e a documentação relacionada aos ajustes permanece sob a guarda de pessoas diretamente vinculadas aos fatos investigados, circunstância que potencializa o risco de ocultação, destruição ou manipulação de elementos probatórios”, pontuou o Gecoc.

Segundo os promotores, as buscas ajudariam na localização e apreensão de documentos físicos e digitais ainda não incorporados no bojo da investigação, especialmente para completar a reconstrução fática dos esquemas de desvios.

Confira a lista e participação apontada pelo Gecoc:

Jacob Meeuwis Breure: Diretor-Presidente da Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, apontado como principal articulador da captação fraudulenta dos recursos públicos, da operacionalização dos contratos, da distribuição de vantagens indevidas e da movimentação financeira relacionada aos fatos investigados;

B & N Comércio de Combustiveis Ltda. (Auto Posto Global): empresa controlada por Jacob Meeuwis Breure, utilizada para operacionalização de pagamentos, concessão de vantagens indevidas a agentes públicos e movimentações financeiras identificadas ao longo da investigação;

Global Produtos Agropecuários Ltda.: empresa integrante do grupo econômico de Jacob, igualmente utilizada para a realização de pagamentos e circulação de valores relacionados às condutas investigadas, justificando a busca de documentos financeiros, registros contábeis e dispositivos eletrônicos.

Inovar Aviação Agrícola Ltda.: sociedade empresária vinculada a Jacob Meeuwis Breure e Lúcio Mauro Borges Basso, utilizada para operacionalização de vantagens indevidas e disponibilização de bens em benefício de agentes públicos:

Lúcio Mauro Borges Basso: sócio de Jacob, diretamente envolvido na disponibilização de recursos e bens utilizados para atender interesses de agentes públicos;

Júlio Cesar Alves da Silva: assessor parlamentar responsável pela operacionalização financeira dos recursos desviados, cuja atuação foi essencial na circulação dos valores destinados a agentes públicos e terceiros;

Ronald Soares de Oliveira: assessor parlamentar que participou da operacionalização financeira dos repasses investigados, mantendo interlocução direta com Jacob Meeuwis Breure e demais envolvidos, justificando a apreensão de dispositivos eletrônicos e documentos relacionados aos pagamentos realizados.

Nivaldo Thiago Filho de Souza: servidor público estadual que recebeu transferências bancárias totalizando R$ 40.000,00 provenientes de dois operadores financeiros identificados nesta investigação;

Roseli Corrêa: ex-diretora do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, responsável pela condução administrativa de parte dos procedimentos relacionados aos convênios, elaboração de documentos e interlocução com empresas fornecedoras;

Rosângela Zanetti Martins Freitas e Rosangela Zanetti Martins Freitas Assessoria Contabil: contadora do Hospital, responsável pela elaboração das prestações de contas, registros contábeis e demais documentos financeiros relacionados aos convênios investigados;

Lucas Marques Nunes: engenheiro responsável pela elaboração de projetos, planilhas orçamentárias e documentos técnicos relacionados às obras de reforma e ampliação do Hospital Beneficente Dona Elmiria Silvério Barbosa;

Bálsamo Engenharia e Construção Ltda.: empresa utilizada na execução e operacionalização técnica das obras investigadas;

Osvaldo Nunes Barbosa, proprietário formal da Bálsamo Engenharia e Construção, responsável pela empresa utilizada na execução das obras investigadas;

Ademilson de Souza Benitez (“De Souza”): apontado como articulador junto ao Setor de Convênios e beneficiário de recursos relacionados aos convênios investigados;

Hélio Carrilho Modesto Júnior (“Hélio Preto”), empresário, dono da Infinity Tecnologias Eireli, relacionado a interlocução institucional envolvendo recursos provenientes da Itaipu Binacional;

Sergio Roberto Castilho Vieira (“Serginho”): operador financeiro que se deslocou até Sidrolândia para recolher parte do dinheiro recebido pelo Hospital;

Cristina Rosa Gomes de Carvalho: policial civil que solicitava vantagens indevidas e repassava informações protegidas pelo sigilo funcional a Jacob Meeuwis Breure;

Cynthia Karoline Bezerra Gomes Tapias: delegada de polícia que recebeu vantagens patrimoniais custeadas por Jacob Meeuwis Breure;

Joaquim Recaldes dos Santos Junior: destinatário da transferência de R$ 350.000,00 proveniente da Pharbox.

Fabiani Rodrigues Plizzari: funcionária de Jacob Meeuwis Breure no Auto Posto Global (B & N Comércio de Combustíveis Ltda.), foi a responsável por operacionalizar o pagamento ilícito a Ronald Soares de Oliveira, encaminhando a Jacob Breure o comprovante da transferência como prova do pagamento ajustado.

Emerson de Souza Rocha: segundo consta à f. 43 do Relatório n. 015/2026/GECOC, é o gerente do banco incumbido de providenciar valores em espécie e intermediar a circulação do dinheiro utilizado nas operações ilícitas, inserindo-se na cadeia financeira estruturada por Jacob Meeuwis Breure.

Foto: Pietra Dorneles/Midiamax

Deixe um comentário