Pix sujo: preso pelo Gecoc, diretor de hospital tem pedido de liberdade negado

A justiça negou liberdade ao ex-diretor do Hospital de Sidrolândia, Jacob Breure, preso na Operação Pix Sujo, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc).

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Na decisão, a juíza May Melke Amaral solicitou informações para garantir tratamento às enfermidades relatadas pela defesa, para que Jacob receba medicações que faz uso. A defesa também aguarda outro pedido de liberdade, que será analisado por Alexandre Corrêa Leite, na 2ª Câmara do Tribunal de Justiça.

Além de Jacob, estão presos a policial Cristina Rosa, e o ex-assessor Júlio César Alves. A investigação do Gecoc teve início a partir da identificação de desvio de recursos públicos destinados à aquisição de um aparelho de ressonância magnética e de autoclave hospitalar, por convênio entre o governo de MS e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, entidade responsável pela gestão do Hospital de Sidrolândia.

Apos a primeira fase da Operação Dirty Pix, em novembro de 2025, foram identificados elementos que indicaram desvios de recursos provenientes de outros convênios celebrados pela entidade, mediante a reprodução de um modus operandi estruturado e reiterado.

Segundo a apuração, o esquema investigado atingiu recursos públicos destinados à aquisição de equipamentos e materiais hospitalares, de unidade de terapia intensiva (UTI) móvel, bem como à execução de obras de reforma do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, cujos valores ultrapassam R$ 18 milhões.

Os policiais constataram que eram elaborados planos de trabalho contendo informações fraudulentas, com superfaturamento de bens e serviços, e direcionamento das contratações para empresas previamente alinhadas ao núcleo investigado.

“Após o ingresso dos recursos públicos nas contas da entidade hospitalar, parte dos valores foi desviada das finalidades previstas nos respectivos convênios e posteriormente redistribuída por meio de sucessivas movimentações financeiras, envolvendo repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores, intermediários e interpostas pessoas”, diz nota do MPE.

Ainda segundo o Gecoc, as provas obtidas revelaram o abuso do poder financeiro da organização, utilizado para fins de impor práticas de obstrução às investigações em curso.

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