A prefeita Adriane Lopes, secretário de Governo, Mário César, e o secretário de Educação, Lucas Bitencourt, se reúnem com a diretoria da ACP nos próximos dias em busca de uma solução para garantia do piso salarial dos professores de Campo Grande. Eles tentam encerrar um imbróglio iniciado em 2012, quando o então prefeito Nelsinho Trad criou uma lei para o próximo prefeito cumprir.
Com a lei de Nelsinho, o piso para trabalho de até 40 horas semanais passou a ser pago para vinte horas. Na prática, os professores do País deveriam ganhar R$ 3,8 mil para 40 horas, enquanto na Capital esse salário seria de R$ 7,6 mil.
A lei foi aprovada, mas nunca cumprida, fazendo com que os professores entrassem em greve por aproximadamente três meses quando o então prefeito, Gilmar Olarte, deixou de aplicar os 13,01% para chegar ao que a lei determina. Na sequência, foi a vez de Alcides Bernal, em 2016, dar apenas 3,01% dos 11,3%.
Em 2017, Marquinhos Trad assumiu e cumpriu nos dois primeiros anos, mas deixou para trás os 21% que Olarte e Bernal não cumpriram. No ano de 2020, veio a pandemia, levando Marquinhos a não cumprir nada. Com isso, hoje os professores recebem, aproximadamente, 40% a menos do que deveriam.
Cenário atual
Antes de sair, Marquinhos propôs um calendário para os professores, que receberiam o piso em escala até 2024. Pelo combinado, agora em novembro, os professores já teriam reajuste de 10,39%, o que tem sido cobrado pela categoria.
A reportagem apurou que Adriane tem interesse de cumprir com os professores e está tomando cuidado com a Lei de Responsabilidade Fiscal, já que Campo Grande está perto do limite. Esta saída, que envolve cortes de gastos, inclusive com exonerações, deve ser apresentada aos professores na reunião que pode acontecer amanhã. A reportagem apurou que a reunião deve ser positiva para a categoria.
Para cumprir o acordo, Adriane precisará reajustar 10,39% agora; 4,78% para janeiro; 10,56% em maio de 2023, 10,56% em outubro; 10,56% em maio de 2024 e 10,56% em outubro de 2024, quando pela lei atual, os professores receberão R$ 7,6 mil para quarenta horas semanais.
O atual presidente, professor Lucílio, explica que a categoria luta pela valorização dos professores e exigem algo que não foi inventado pelos profissionais, mas que é lei existente e não respeitada.
