Sem liderança e poder nas mãos, vereadores aguardam janela para esvaziarem PSD

A saída do prefeito Marquinhos Trad (PSD) da Prefeitura de Campo Grande e ausência do presidente estadual, senador Nelsinho Trad, vai provocar uma grande baixa no PSD, hoje o partido com maior número de vereadores na Câmara da Capital.

O vereador Junior Coringa é um dos insatisfeitos com a falta de unidade no partido e não esconde o desejo de sair. “Se não tiver união, unidade, vou sair. Vou tentar provocar uma reunião, se não acontecer, na primeira janela eu estou fora. Vou procurar outro projeto que tenha unidade”, avisou.

Coringa já faz parceria com deputados de outro partido. Ele fez campanha para deputado federal em dobradinha com Neno Razuk (PL), o que indica uma possibilidade caso saia do PSD.

Outro nome na lista de insatisfeitos é o vereador Valdir Gomes (PSD), que é mais sucinto quando indagado sobre o partido. “Estou esperando a janela abrir para eu descer”, afirmou. Valdir também apoiou candidato de outro partido na eleição deste ano. Ele é parceiro político de Jamilson Name (PSDB) e família.

O PSD tem hoje a maior bancada na Câmara, com oito vereadores, algo comum em um partido que tem a prefeitura e se reelege. Foi nesta janela partidária que o partido conseguiu atrair vereadores que haviam sido eleitos em outra sigla. No caso do PSD, a maioria já era do grupo político de Marquinhos.

Além de Coringa e Valdir, integram o PSD os vereadores Delei Pinheiro, Otávio Trad, Professor Riverton, Silvio Pitu,  e Tiago Vargas, que já anunciou o desejo de sair do partido e só não conseguiu por falta de janela partidária.

O PSD foi um dos partidos com saldo mais negativo na eleição deste ano em Mato Grosso do Sul. Perdeu o governo e ficou sem a prefeitura da Capital com a derrota de Marquinhos; não conseguiu reeleger Fábio Trad e fez apenas um deputado estadual: Pedro Pedrossian Neto,  que quase perde a vaga para Tiago Vargas, que está doido para deixar o partido.

foto: divulgação/Câmara

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