Deputado avalia desistência e pode complicar Republicanos e ajudar chapas do PL e União/PP

O deputado Roberto Hashioka (Republicanos) pode desistir da disputa por uma das vagas na Câmara Federal e dificultar a vida do Republicanos, que espera conquistar duas cadeiras em Brasília. Além disso, ainda pode beneficiar as chapas do PL e União/PP, que esperam conquistar três cadeiras.

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Procurado pela reportagem, o deputado, que deixou o União Brasil para concorrer ao cargo de federal no Republicanos, disse que está avaliando. “Até a convenção, decido”, resumiu o deputado.

Roberto Hashioka havia anunciado que não concorreria à reeleição para abrir vaga para apoiar a esposa, ex-deputada Dione Hashioka.

Se confirmada a desistência, o Republicanos terá dificuldade para atingir a meta de dois federais. A chapa tem, além de Hashioka, o deputado federal Beto Pereira, a vereadora de Dourados, Isa Marcondes, vereador de Campo Grande, Neto Santos, e o ex-secretário de Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck.

O recuo de Hashioka pode beneficiar as chapas do PL e União/PP, que têm o audacioso plano de eleger três federais. Eles disputam essa possível última vaga da sobra com o Republicanos, PSDB e o PT.

As mudanças na legislação eleitoral facilitaram a vida de chapas menores, com o fim da necessidade de 80% do quociente para a chamada sobra das sobras. Com isso, seguindo o resultado da última eleição, um partido pode eleger com até 101 mil votos, sem necessidade de 140 mil votos.

Última eleição

Na última eleição, o quociente partidário (divisão de votos válidos pelo número de cadeiras) foi de 175.809 votos. Nesta conta, apenas três vagas foram preenchidas. PSDB, com 316.966 votos; PL, com 218.427 votos; e PT, com 201.961 votos, conquistaram as cadeiras por quociente.

Restaram cinco vagas para serem divididas na sobra. O PSDB ficou com a primeira, dividindo o número de votos por dois (número de cadeiras conquistadas e mais um). Nesta conta, o partido ficou com 158.483. A segunda cadeira na sobra ficou com o PP, que atingiu 80% dos votos (146.606). 

A terceira cadeira na sobra ficou com o PL, com 109.213 votos; a quarta para o PSDB,  com 105.655; e a última para o PT, com 100.980 votos. 

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