Promotores se manifestam contra prisão domiciliar para Bernal após infarto

Defesa sustenta que Bernal corre risco de morte, mas promotor disse que delito é de extrema gravidade.

O Ministério Público Estadual deu parecer contrário ao pedido da defesa para que o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, vá para uma prisão domiciliar, após sofrer infarto.

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No parecer, os promotores 1ª Vara dos Crimes Dolosos contra a vida  e do Tribunal do Juri, Lívia Carla Guadahnim e José Arturo Iunes Bobadilla, declararam que o crime é de extrema gravidade e possui “elevada repercussão social”.

Bernal é réu por homicídio qualificado por meio cruel, motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, porte ilegal de arma de fogo e violação de domicílio, após assassinato de Roberto Mazzini, 61 anos.

O ex-prefeito foi internado na Santa Casa no dia 1° de Julho, após passar mal, logo após o Superior Tribunal de Justiça negar liberdade. Ele passou por procedimento para instalar seis stents e continua internado.

Antes de recorrer ao STJ, Bernal tentou três pedidos de liberdade na justiça de Mato Grosso do Sul. Em uma das decisões, o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete, avaliou que não havia fato novo capaz de libertá-lo.

“Não é o fato de o acusado ter mais de 60 anos de idade e ser portador de comorbidade que autoriza, por si só, sua colocação em prisão domiciliar. Tal modalidade excepcional só deve ser concedida pelo juiz quando demonstrado que a unidade penal onde se encontra não oferece tratamento médico consentâneo”, reforçou. Ele também recorreu ao Tribunal de Justiça, mas a 3ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul também rejeitou habeas corpus.

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