Ex-presidente já causou confusão nas escolhas de suplentes e nesta eleição pode ficar sem nenhuma vaga.
O Partido Liberal (PL) entra na semana da convenção, marcada para o próximo sábado, com dúvidas sobre quem serão os escolhidos para as vagas de senador e suplentes na eleição de outubro.
Siga o INVESTIGAMS nas redes sociais:
Reinaldo Azambuja (PL) já está garantido em uma das vagas e Capitão Contar (PL) se tornou o favorito para a segunda. Porém, Marcos Pollon (PL) ainda não desistiu e espera uma reviravolta, via pressão de Michele Bolsonaro (PL).
Pollon se ampara na carta de Jair Bolsonaro, divulgada por Michele em fevereiro, onde dizia que ele seria o escolhido. Porém, Reinaldo Azambuja e Contar convenceram Flávio Bolsonaro e a cúpula do PL (Valdemar da Costa Neto e Rogério Marinho), de definirem por pesquisas.
Com o critério de pesquisa, as vagas devem ficar com Reinaldo e Contar, que podem ter liberdade até para a escolha dos suplentes, o que significaria uma derrota completa para Jair Bolsonaro.
O ex-presidente liderou a mudança no PL, que trouxe Reinaldo Azambuja para o comando do partido. Ele liderou esta articulação, que passou por uma traição a Tereza Cristina (PP). Bolsonaro prometeu a Tereza que apoiaria Adriane Lopes (PP), mas mudou tudo após conversa com Reinaldo. Ele decidiu apoiar Beto Pereira, com a promessa de que Reinaldo tomaria conta do PL.
Reinaldo e Bolsonaro não conseguiram eleger Beto, mas precisaram cumprir o plano. Reinaldo foi o primeiro contrariado. Ele disse aos colegas do então PSDB que iria para o sacrifício (filiação ao PL). Agora, é a vez de Bolsonaro ser sacrificado.
A carta divulgada por ele em fevereiro, com o nome de Pollon, não deve ter validade. Mais que isso, Bolsonaro pode não ter influência nem na escolha de suplentes, algo que ocorreu nas eleições anteriores e provocou muito barulho.
Quando ajudou a eleger Soraya Thronicke , Bolsonaro emplacou Rodolfo Nogueira como suplente. Em poucos dias, eles se tornaram inimigos, com direito até a boletim de ocorrência. Em 2022, Bolsonaro colocou Tenente Portela como suplente de Tereza Cristina. Os dois também não são tão próximos.
Contar ainda não anunciou os suplentes, caso seja o escolhido. Reinaldo Azambuja tem como favorito o ex-secretário de finanças da gestão dele no Estado, Felipe Mattos.
Enfraquecimento de bolsonaristas
Os autodenominados bolsonaristas perderam força em MS após acordo de Bolsonaro e Pollon deve pagar o preço por acreditar na carta divulgada.
Pollon poderia ter se filiado ao Partido Novo, que assegurou a vaga na disputa, mas preferiu confiar e pode ser preterido.
João Henrique Catan não concordou com o novo boicote aos bolsonaristas (comandado pelo próprio Jair Bolsonaro na articulação com Reinaldo) e deixou o PL. Ele concorrerá ao governo pelo Partido Novo.
- Partidos buscam 130 mil votos na briga que garante tempo e dinheiro para campanhas

- Após polêmica com malas em avião da JBS, restaurante apaga foto de secretário de Riedel com executivos da XP

- Partidos não cumprem acordos e candidatos a deputado federal correm risco de traição na reta final

- Por unanimidade, Tribunal de Justiça nega recurso e mantém decisão que pode deixar ex-prefeito inelegível

- ‘O primeiro a ser apunhalado e traído fui eu’: Guerreiro rompe com prefeito que ele indicou como sucessor

- Riedel gastou o dobro do que arrecadou e pagou R$ 1 milhão só para advogados; Fábio lidera arrecadação e três candidatos estão zerados

