A segunda fase da Operação Dirty Pix, realizada nesta quarta-feira, prendeu diretor de hospital, assessor político e policial que foi candidata à vereadora no Município de Sidrolândia.
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Foram presos: diretor do hospital municipal, Jacob Breure, a policial Cristina Rosa, e o assessor Júlio César Alves.
Na primeira fase da operação, o Gecoc apontou que houve pagamento de R$ 265 mil em propina para oito vereadores que faziam oposição à prefeita Vanda Camilo (PP) em 2022.
Durante investigação sobre o dinheiro da Farma Medical e Pharbox Distribuidora, promotores descobriram que parte dos R$ 5,4 milhões, supostamente desviados do hospital foi repassada a vereadores.
Segundo o MPE, as empresas repassaram R$ 482,5 mil a Júlio César Alves da Silva, preso hoje. Ele é acusado de usar a filha, Julia Carla do Nascimento, e esposa, Adriele Nogueira Trelha, para distribuir propina aos integrantes da organização criminosa.
No dia 28 de outubro de 2022, as empresas fizeram transferência de R$ 482.500 para Júlio César. No dia 1º de novembro de 2022, ele transferiu R$ 50 mil para a conta da filha.
A filha dele repassou R$ 70 mil para quatro vereadores: Ademir Gabardo (Republicanos), Cristina Fiúza (MDB), atual vice-prefeita, e Enelvo Felini Junior (PSDB), agora secretário de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente.
O Gecoc ainda apontou um PIX de R$ 20 mil para Adriana Zarati Franco Brandão, esposa do vereador Adavilton Brandão (MDB). Segundo o Gaeco, Júlio ainda fez um pix no valor de R$ 5 mil para os vereadores Cleyton, Gabardo e Cotócio.
O caso
A investigação do Gecoc teve início a partir da identificação de desvio de recursos públicos destinados à aquisição de um aparelho de ressonância magnética e de autoclave hospitalar, por convênio entre o governo e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, entidade responsável pela gestão do Hospital de Sidrolândia.
Apos a primeira fase da Operação Dirty Pix, em novembro de 2025, foram identificados elementos que indicaram desvios de recursos provenientes de outros convênios celebrados pela entidade, mediante a reprodução de um modus operandi estruturado e reiterado.
Segundo a apuração, o esquema investigado atingiu recursos públicos destinados à aquisição de equipamentos e materiais hospitalares, de unidade de terapia intensiva (UTI) móvel, bem como à execução de obras de reforma do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, cujos valores ultrapassam R$ 18 milhões.
Os policiais constataram que eram elaborados planos de trabalho contendo informações fraudulentas, com superfaturamento de bens e serviços, e direcionamento das contratações para empresas previamente alinhadas ao núcleo investigado.
“Após o ingresso dos recursos públicos nas contas da entidade hospitalar, parte dos valores foi desviada das finalidades previstas nos respectivos convênios e posteriormente redistribuída por meio de sucessivas movimentações financeiras, envolvendo repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores, intermediários e interpostas pessoas”, diz nota do MPE.
Ainda segundo o Gecoc, as provas obtidas revelaram o abuso do poder financeiro da organização, utilizado para fins de impor práticas de obstrução às investigações em curso.
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