Líderes do grupo governista, Eduardo Riedel (PP) e Reinaldo Azambuja (PL) têm declarado que só discutirão a mesa diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul após o segundo turno, que ocorre no próximo domingo. Todavia, nos bastidores, as tratativas estão bastante avançadas.
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A reportagem apurou que é grande a possibilidade de o comando da Assembleia permanecer nas mãos de Gerson Claro (PP) e Paulo Corrêa (PL). Os dois, que já comandam a Casa nesta legislatura, devem trocar de posição apenas: Gerson sai da presidência para o segundo cargo mais importante, o da primeira-secretaria; Paulo Corrêa faz o caminho inverso, passando da primeira-secretaria para a presidência.
Embora outros deputados tenham reclamado da manutenção dos mesmos líderes, segundo apurado pela reportagem, dificilmente a Casa terá mudança no comando. A ideia é permanecer o grupo que já comanda Casa há vários anos.
Oficialmente, não há decisão do bloco liderado por Reinaldo e Riedel. Também demonstraram interesse na presidência os deputados Pedro Caravina (PSDB), Zé Teixeira (PL) e Coronel David (PL).
A decisão final deve passar pelo presidente do PL, Reinaldo Azambuja, e também por Riedel, que comandará novamente o Estado. O PL, com nove deputados, deve ficar com a presidência. Neste caso, caberá a Reinaldo intermediar a briga entre Corrêa, David e Teixeira.
Em 2024, Coronel David queria disputar a segunda-secretaria com Paulo Corrêa, mas desistiu. Na ocasião, disse aos líderes (Reinaldo e Riedel) que não abriria mão novamente. Agora, passará pelas lideranças do partido esse convencimento.
A atual mesa é composta por Gerson Claro, presidente; Paulo Corrêa, primeiro secretário; Pedro Kemp (PT), segundo secretário; Renato Câmara (MDB), vice-presidente; Zé Teixeira (PSDB), 2° vice-presidente; Mara Caseiro (PSDB), 3° vice-presidente; e Lucas de Lima (sem partido), 3° secretário.
Foto: Luciana Nassar
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