A presidente da Santa Casa, Alir Terra, e o então diretor, Rinaldo Hakme, tiveram pedidos de liberdade negados pela justiça em Mato Grosso do Sul.
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A defesa de Alir teve dois pedidos de relaxamento de prisão negados. Ao avaliar o caso, a juíza May Melke Penteado Siravegna avaliou que a idade de 71 anos não era suficiente para assegurar a liberdade de Alir, que não apresenta problema grave de saúde. Alir está presa no Presídio Militar Estadual.
A defesa também recorreu ao Tribunal de Justiça, mas o relator, desembargador José Ale Ahmad Netto, negou liminar. O caso será julgado pelo três desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
O ex-diretor da Santa Casa, Rinaldo Hakme Romano, também teve o pedido de liberdade negado. Também continuam presos: Monique Gregório de Oliveira, Alessandro Dias Junqueira, Paulo Guilherme Gutierrez e Maurício Aparecido Benites.
Alir estava no segundo mandato como presidente; Paulo Guilherme era chefe do setor administrativo; Rinaldo Romero era diretor Financeiro; Monique, coordenadora do serviço de arquivamento médico ; Alessandro, ex-diretor administrativo; Paulo Gutierrez, adjunto de Finanças; e Maurício, dono de uma prestadora de serviços para digitalização de prontuários médicos no hospital.
O caso
O Gecoc cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 36 trinta e seis mandados de busca e apreensão nos Municípios de Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).
Os policiais investigam a existência de fraudes e desvios de dinheiro em contrato firmado pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande para a prestação de serviços de digitalização de prontuários, em que ocorreram pagamentos de valores elevados sem a devida contraprestação de serviços.
Segundo a investigação, o contrato previa pagamento de um milhão e oitocentos mil reais por ano e tinha vigência de três anos, totalizando cinco milhões e quatrocentos mil reais. Porém, segundo a investigação, somente no primeiro ano de vigência, o desvio de recursos totalizou um milhão e quatrocentos mil reais.
“No curso da investigação também foram identificadas irregularidades em contratos celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde – empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande – com diversas empresas do mesmo grupo econômico. Essas empresas, cujo proprietário tinha ligações com a diretoria da Santa Casa, estavam registradas no mesmo endereço, mas o imóvel, na verdade, encontrava-se desocupado”, diz o Gecoc.
Segundo a apuração do Gecoc, somente no ano de 2025, a Operadora pagou aproximadamente nove milhões e seiscentos mil reais para essas empresas, e gerou um prejuízo, no mínimo, segundo apurado até o momento, de três milhões e meio de reais à entidade.
As investigações apontam que os contratos, pagamentos e prestações de contas eram sistematicamente sonegados dos órgãos de controle, incluindo Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.
A operação contou com apoio operacional do Batalhão de Choque e com a participação da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados (CDA) da OAB/MS.
“Antidotum”, termo que dá nome à operação, traduz-se do latim como antídoto, e significa contraveneno ou contramedida, substância que neutraliza ou impede a ação nociva de uma toxina no organismo.
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