Avelar protocolou uma representação por suposta quebra de decoro parlamentar contra Maicon Nogueira após discurso na Câmara.
O vereador Maicon Nogueira (PP) solicitou, nesta segunda-feira (1), mais prazo para apresentação de defesa em uma representação por quebra de decoro protocolada contra ele pelo colega de partido, vereador Beto Avelar (PP).
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Avelar protocolou uma representação por suposta quebra de decoro parlamentar contra Maicon após discurso na Câmara. A procuradoria da Câmara acatou o pedido de Avelar e deu 15 dias para Maicon apresentar defesa.
Após ser notificado, Maicon solicitou acesso aos documentos. Ontem, apontando complexidade do caso, Maicon solicitou mais 15 dias para apresentar defesa.
O caso
Avelar, que é presidente da comissão de ética, alegou que no dia 19 de maio, Maicon Nogueira utilizou o tempo de tribuna para “proferir acusações genéricas acerca de supostos esquemas de corrupção no âmbito do Poder Executivo Municipal.
No entendimento de Avelar, “em ato de clara retaliação e má-fé, com o intuito único de difamar e caluniar”, Maicon lançou uma série de acusações caluniosas de corrupção.
“Este Representante o alertou que quando se faz tão graves acusações, o representado deveria citar os nomes daqueles que estivessem cometendo os supostos crimes de corrupção. Este, no dia seguinte (20/05/2026), utilizou suas redes sociais (onde conta com um alcance de aproximadamente 25 mil seguidores), para publicar a fotografia deste Representante, vinculada a uma notícia do portal G1 sobre ‘como funcionava esquema suspeito de desviar milhões com obras fantasmas” no tapa-buracos de Campo Grande’, denunciou.
Avelar reforçou que o caso aconteceu dias após a Operação Buraco sem Fim, onde servidores da Secretaria de Obras da Capital foram presos.
“De forma ardilosa, o Representado apropriou-se da frase dita por este Representante em Plenário (“Acusa e assuma as consequências”), invertendo seu sentido original para sugerir que este Representante seria o alvo das investigações ou o autor dos ilícitos mencionados. Não bastasse a gravidade da associação visual caluniosa, o Representado adicionou tom intimidatório à postagem ao escrever: ‘Te aviso, cuidado porque tem gente ai de estopim curto’. Tal postura, além de ferir a honra objetiva deste parlamentar, configura ameaça velada e comportamento abjeto, totalmente desprovido da urbanidade e do respeito que devem nortear as relações entre os membros deste Parlamento”, complementou.
O vereador solicitou a condenação, com aplicação da sanção disciplinar cabível, sugerindo-se em pedidos alternativos e sucessíveis, a pena de Cassação, caso não seja esse o entendimento dessa comissão, a pena de Suspensão do Exercício do Mandato e caso não seja esse o entendimento da comissão a pena de Censura Escrita, dada a gravidade da imputação falsa de crime.
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